Brasileira relata maus tratos no ambiente de trabalho

 

Na tarde desta sexta-feira, 28 de outubro de 2016, foi divulgado um áudio nas redes sociais, onde uma brasileira relatava maus tratos no ambiente de trabalho.
A autora do áudio, Jaqueline Rodrigues relata que no dia 27 foi apresentada por sua amiga à Margarida, empresária do ramo de limpeza domiciliar.
A empresária estava à procura de uma pessoa para atuar na função de House cleaning e Driver (quando necessário).
No início, a empresária se mostrou educada e respeitosa para com Jaqueline, entretanto, no decorrer do expediente, a empresária apresentava trações de descontrole emocional e maus tratos de caráter psicológico para com a pessoa de Jaqueline. Recém chegada ao país e com pouca experiência na área de limpeza, Jaqueline encontrou dificuldades em acompanhar o ritmo de trabalho da empresária.
Por meios de risos, continuamente lhe eram dadas novas tarefas, sem ao menos esperar que a tarefa anterior estivesse sido realizada, dando a impressão de que a empresária estaria  zombando de Jaqueline, entretanto, mesmo em meio às adversidades, Jaqueline se colocava prestativa para a realização das tarefas, independente da falta de treinamento para a realização e paciência da empresária para com a sua pessoa.
Não bastando os olhares tortos e rispidez no tom de voz da empresária, a mesma se utilizava de palavras debochadas como: “Olha o que essa louca fez”, “Seu eu mandar você lavar o que você entende que é para ser feito”, “Faça somente o que eu mando”. “Você não sabe fazer nada direito”.  Em meio às críticas, Jaqueline informou que estaria disposta a encerrar o dia de trabalho e cobrar somente pelo dia anterior trabalhado, pois mesmo com pouca experiência, havia trabalhado arduamente e que o dinheiro se destinava ao sustento de sua família.
Logo em seguida, a empresária respondeu: “Quer dinheiro? Vai trabalhar! Pois aqui você não fez nada certo e seus pertences não serão entregues”. Jaqueline solicitou que ao menos fosse informado o local a qual estavam trabalhando, (cidade de Winchester, Massachusetts), de maneira que seu esposo pudesse buscá-la até o local.
Resposta esta, que foi dada pela empresária da seguinte forma: “Se quiser , Saia procurando nas ruas e olhe nas placas”. Jaqueline, em meio às lágrimas saiu às ruas e ligou para seu esposo, que de prontidão, foi até o local para buscá-la.
Jaqueline, ao chegar em sua residência, relatou o ocorrido à sua amiga Michele Borges, que indignada com a situação, se prontificou a ir juntamente com Jaqueline até o local do trabalho para reivindicar seus direitos trabalhistas.
No local, se encontravam a proprietária da casa, que não tinha conhecimento do ocorrido, a empresária e a outra funcionária (Marli), permaneceram as duas realizando as tarefas.
Após relatar à proprietária da casa o fato ocorrido, em um momento de sensibilidade e comoção para com a pessoa de Jaqueline, a proprietária retirou de sua própria carteira, a quantia de $140 dólares referente aos dois dias de trabalho de Jaqueline e lhe entregou em mãos, alegando que a situação seria resolvida posteriormente com a empresária e que o dinheiro lhe era dela por diretivo.
As diversas insistências Jaqueline aceitou a quantia.
Nossa equipe de jornalismo entrou em contato com Margarida, residente da cidade de Medford, Massachusetts, entretanto, a mesma não quis se pronunciar em relação ao assunto.
No mesmo dia, através de uma “alma caridosa” Jaqueline foi convidada para um novo trabalho, a qual muito feliz, inicia as atividades na próxima semana.
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 By : Roger Vieira

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